terça-feira, 9 de março de 2021

Neide

 Neide é a pureza da flor

Força da natureza

Empatia, é paz e amor

Costura suas linhas

Com maestria e vigor

É mulher, é mãe, é amiga

É o que há de acalanto e ardor

Inspiração pro poeta

Inspiração para a vida

Gente de fibra

E já diria aquela cantiga

Iria a pé do rio a salvador

Quando Neide sorri

Serafins tocam seus acordes, seu clarins

Neide é assim

Neide é assim


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Costureira, São Gonçalo, RJ

Mariana

Mariana é lúdica

Alma de artista

É música

Que soa lépida

Crava na pele

A arte a verve

O traço raro

É sol é lua e é farto

O seu imaginar e instinto

Sonha pintar o céu em multicores

Desde o início

Desde o início

Lapidar suavidades, flores, ardores, raridades

É o seu destino

Eternizar em traços plenos a vida em arte

Dar cor ao tempo, ruas, noites, dias, corpos, praias, rios, infinitos, meninos, meninas

Eternizar em arte

É sua senda, sua sina

É a sua verdade mais bonita



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Cliente tatuadora e ilustradora, São Gonçalo, RJ

Chloe

 Chloe

Menina mulher

Prisma

Batom vermelho

Ensejo

Sua gargalhada solta é melodia desenvolta

Em intensidades

É a crueza, é a verdade

O seu sonhar é infindo

Seu caminhar é instinto

E o seu amar é sorrindo

Poesia, fé

Mão com mão

Pé com pé

É verdade

Para Chloe nunca é tarde

Menina mulher

Cigana sereia

Está pro que der e vier

E voa...

Menina mulher

Menina mulher


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Cliente, estudante de psicologia, RJ


quinta-feira, 4 de março de 2021

Ingrid

 Ingrid

Seus sonhos em versos consistem

Nas águas claras dos rios

E as cachoeiras desabam

Sobre suas pegadas

O mar está em seus trejeitos

Se aninha inteiro em seu peito

Floresta está em sua força

Oxóssi dá garra pra moça

É de axé baticum é mulher de fé

É lírica é terna é livre

Tem mansidão e o palpite

Divaga o azul do céu

Anseia por claridão

De pé com pé, mão com mão

Mergulha em afinco profundo

Tem a beleza do mundo

Nos olhos esmeraldados

Mulher de fibra e bom trato

Deseja o simples prazer

Um livro bom, um café

As relvas do anoitecer

Leveza em passos que dançam

A melodia da vida

Seu coração no compasso

O coração é seu guia


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Cliente de MG

Marina Morena

Marina Morena

Um verso que desdobra, terno

Um verso que emoldura os eixos

Seu caminhar, os seus trejeitos

É o lapidar da poesia

Verso em flor e pedra

É ela

Verso que emerge em ritmo dança toada

Verso flecheiro

A linha do poema, um beijo

A cintilância, o cheiro

De uma folha emaranhada

A poesia é o que resvala

Por todo corpo

Suor, primor, gozo

Verso vindouro que elucida os meus brios

Rejuvenesce o poeta em zil anos

Poema nela, ensejo e sonho

Verso tamanho

Verso em baticum no peito

Estremecendo temporais de sílabas

Palavras embevecidas, in delirium

E é tudo tamanho

Gargalhadas, prantos

Invoco tudo que é santo

Nesse olhar que aninha

Feliz é quem poetiza

Quem extrai da sílaba seu néctar

Rompe os dias...

Ouve aquela cantiga

Desculpe, Marina Morena

Mas eu tô de bem


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Marina Morena, escritora e poetisa Natalense


quarta-feira, 3 de março de 2021

Flávia

Flávia é calmaria e tempestade

Contraste de cores que juntas cintilam um quadro neoclássico

É reza

É brado

É sorriso

É mãe que protege o perigo

É forte

Tem dom, tem norte, tem sorte

É empatia

A alegria de sorver boa esperança

É dança, é encanto

É energia límpida

Flávia é primor é família é alegria

Os seus olhos enxergam um mundo mais justo, mais humano

Aprendeu com a vida secar o seu pranto

Ouvir as notas de um piano

Suavizando os pormenores

Leõa, católica, sua fé é seu guia

Devota da Virgem Maria

E seu manto de luz

Seu caminho é Jesus

Sua reza é sincera

Flávia é força e suavidade

Como olhar o por do sol em qualquer fim de tarde

Como olhar um ser humano que nunca desiste e jamais se abate

É inspiração

Devoção

É arte


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Militar, mãezona e muito católica de Niterói RJ







Luciana

 Luciana com seus livros, prismas, cismas, dogmas

Com aquela dos Beatles ela chora

Regando as suas plantas

Cuidando dos gatos

Certa vez leu um verso que a desdobrou inteira

E foi certeiro o poema

Era um amor, era a senda

Pro seu primor todo lúdico

Algum prenúncio de chuva

Nos olhos

Essa renúncia do triste ela ganha

E vai regar suas plantas

Deu comida pros gatos

Vestiu o melhor vestido

Usou o melhor perfume

Se aprumou feito um lume

E reluziu nesse dancing

Foi feiticeira, cigana, mulher

Naquela instante

Tocava aquela dos Beatles

Ela fechou os olhos, segurou o choro sentido

E dançou como quem em si desvenda a sua própria senha, seu próprio brio

Foi intenso, foi terno, foi lindo

Tocava aquela dos Beatles...

Tocava aquela dos Beatles...


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Luciana, psicóloga RJ

terça-feira, 2 de março de 2021

Chopp

Esse é o Chopp
Companheiro do dia e da noite
Ele é sorte
Absorve meus brios
É parceiro, é canino
Me ganhou no olhar e no gesto
Me aninha quando chega perto
Me escuta, aconselha
Com o olhar de quem tudo almeja
Tudo deseja
Tudo permeia
Suas patas desvendam tesouros
Lares, montes, desvenda o outro
E me faz sorrir com seu jeito
É dos meus, é amigo do peito
E quero tê-lo sempre por perto
O seu dogma, o seu clero
Submerso em seus pormenores
Ele é sábio, valente, é dócil
Chopp é lírico
Chopp é sorte


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Cão de estimação e dos maiores amores de um cliente de Niterói RJ

Rafael

Rafael e seus acordes
Vem do céu é o que te acode
Melodias, serafins
Rafael a bossa o rock
Uma reza toda noite
Que prediz o seu porvir
Rafael e a claridão
Alma leve, inspiração
Cada nota, uma toada
Poesia ritmada
E isso lhe transcende os eixos
O instrumento, o seu desejo
De chegar perto de Deus
É a mente reluzente
Ressonância tão presente
Nesse coração de artista
Que de tanto amor transita
Entre o som e a poesia
O sorver da melodia
Que emaranhada incita
Seu amor sua alegria
Violão, seu companheiro
Um cantinho, um conselho
Do instrumento verdadeiro
Esse é o seu desejo
Transparecer a alma num acorde certeiro



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Músico e empresário de Niterói RJ

Beto

Beto
O esmero de uma melodia
É a noite em seu trânsito
Cintilar de alguns feixes
O cachorro pula de um sofá pra outro
Aquele verso antigo, empoeirado
Enamorado de climas
Temperaturas, brados
A voz grave de um passante
O caminhar certo, errante
A vida é uma canção de Rita
Perto do fogo
E quando havia palpite
Ouro
Aquele amor que hoje insiste
Outro
O tilintar dessas taças
Antes
O aprofundar desse instante
Raro
E quando tudo for sorte e claro
E quando o mar invade esse quarto
No divagar dessa mente, a calma
Da melodia que em ti resvala
E tudo é só um segredo
Quem sabe ir para a Índia, o Tejo
É verso pra mais poema
Acorde e música plena
Suavizando os ardores
Colocando tons nas cores
Dessa manhã que é vivida
Um café
Um jornal
Uma vida
E tantos sentimentos somos
Dentro
Fora
Gozo
E quando havia palpite
Ouro
E aquele amor que hoje insiste
Outro
Estou pro tom azul das pequenezas
A singela beleza de um gesto
O esmero, o afinco
O mistério da vida
O tempo é cíclico
Caminho, caio, levanto
Apanho, bato
Arrasto meu tamanco
E é tudo tamanho
Tudo
Tudo é tamanho
De onde 
eu vim
Nasci dos sonhos


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Produtor cultural de Niterói RJ

Myriam

Myriam
Se eu fosse contar os meus pormenores
Seriam maiores as cismas
Myriam
Defronte dos meus dissabores
Ficaram restaram as rimas
Myriam
Ao longe vejo aquele porto
Talvez passe um tempo na Índia
Myriam
Cervejas cachaças licores
Já que todos amores findam
Myriam
Te como por baixo e por cima
Eu quero todos seus sabores
Myriam
Eu estou ilhado ainda
Te disse os meus pormenores
Myriam
Tudo rende em mim poesia
O verso deleita minhas dores
Myriam
Te encontro hoje a noite no dancing
Seremos expulsos do bar
Myriam
No fundo a gente se entende
Você quer sair pra dançar?
Myriam
Seremos expulsos de novo
Não relevam mais alegria
Myriam
Não sei se é poema ou delírio
Talvez seja só euforia


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Para uma animadora cultural de São Gonçalo RJ


Luciana

Luciana

De tantas andanças

Danças

As flores pelo caminho

O verso transcendendo o som

Luciana

Sorrisos e o mar adentro

Olhar de alumbramento

O sol brilha junto a ti

Luciana

Vestígios de uma saudade

O tempo cura o que ficou tão tarde

E a calma é o dom de sonhar

Luciana

A vida é uma roda gigante

Por vezes em cima por vezes pra onde

E sempre haverá tal magia

Luciana

O carnaval a alegoria

O confete e a folia

Permeiam este teu sorrir

Luciana

O vendaval a calmaria

O rock o chopp a alegria

Caminharão junto de ti


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O gato miou

Ela verificou a caixa de areia

Os pensamentos soltos, uma centelha

Sentou no sofá e leu o jornal

Luciana plana entre a raíz e o lúdico

Entre a matriz de um prenúncio

De um amor bem calminho

Onde o chocolate quente aninhe o ninho

E as plantas na varanda é quem assiste

Luciana emaranhada, em tom, um drinque

E de tanto amor

Transborda em riste


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Psicóloga do RJ





Ivan

 Ivan

Vá com calma

Só vá, não se atrasa

Essa vida é rara

Viva


Com fé nesse apego

A reza o cortejo

As muitas saudades

Todo tempo cura o que ficou tarde


E dance

Extravaze num dancing

Um olhar diferente

De repente


Leia um poema

Caminhe léguas

A vida não espera


Calor amigo

Colo de mãe

Um som antigo

É o que vibra é o que ganha os amanhãs



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Executivo de São Paulo












Elizeth

 Elizeth Amante da arte e da natureza Dos bons costumes Do prato na mesa É sensível aos seus Coração preenchido de sentimentos Acolhe, abraç...