quinta-feira, 4 de março de 2021

Marina Morena

Marina Morena

Um verso que desdobra, terno

Um verso que emoldura os eixos

Seu caminhar, os seus trejeitos

É o lapidar da poesia

Verso em flor e pedra

É ela

Verso que emerge em ritmo dança toada

Verso flecheiro

A linha do poema, um beijo

A cintilância, o cheiro

De uma folha emaranhada

A poesia é o que resvala

Por todo corpo

Suor, primor, gozo

Verso vindouro que elucida os meus brios

Rejuvenesce o poeta em zil anos

Poema nela, ensejo e sonho

Verso tamanho

Verso em baticum no peito

Estremecendo temporais de sílabas

Palavras embevecidas, in delirium

E é tudo tamanho

Gargalhadas, prantos

Invoco tudo que é santo

Nesse olhar que aninha

Feliz é quem poetiza

Quem extrai da sílaba seu néctar

Rompe os dias...

Ouve aquela cantiga

Desculpe, Marina Morena

Mas eu tô de bem


//


Marina Morena, escritora e poetisa Natalense


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