Marina Morena
Um verso que desdobra, terno
Um verso que emoldura os eixos
Seu caminhar, os seus trejeitos
É o lapidar da poesia
Verso em flor e pedra
É ela
Verso que emerge em ritmo dança toada
Verso flecheiro
A linha do poema, um beijo
A cintilância, o cheiro
De uma folha emaranhada
A poesia é o que resvala
Por todo corpo
Suor, primor, gozo
Verso vindouro que elucida os meus brios
Rejuvenesce o poeta em zil anos
Poema nela, ensejo e sonho
Verso tamanho
Verso em baticum no peito
Estremecendo temporais de sílabas
Palavras embevecidas, in delirium
E é tudo tamanho
Gargalhadas, prantos
Invoco tudo que é santo
Nesse olhar que aninha
Feliz é quem poetiza
Quem extrai da sílaba seu néctar
Rompe os dias...
Ouve aquela cantiga
Desculpe, Marina Morena
Mas eu tô de bem
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Marina Morena, escritora e poetisa Natalense
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