Luciana com seus livros, prismas, cismas, dogmas
Com aquela dos Beatles ela chora
Regando as suas plantas
Cuidando dos gatos
Certa vez leu um verso que a desdobrou inteira
E foi certeiro o poema
Era um amor, era a senda
Pro seu primor todo lúdico
Algum prenúncio de chuva
Nos olhos
Essa renúncia do triste ela ganha
E vai regar suas plantas
Deu comida pros gatos
Vestiu o melhor vestido
Usou o melhor perfume
Se aprumou feito um lume
E reluziu nesse dancing
Foi feiticeira, cigana, mulher
Naquela instante
Tocava aquela dos Beatles
Ela fechou os olhos, segurou o choro sentido
E dançou como quem em si desvenda a sua própria senha, seu próprio brio
Foi intenso, foi terno, foi lindo
Tocava aquela dos Beatles...
Tocava aquela dos Beatles...
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Luciana, psicóloga RJ
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